Periodização específica para o voleibol: estruturação subjetiva da carga do treino com bola

Autores

  • Nelson Kautzner Marques Membro científico da Revista Observatório del Deporte. Brasil

Palavras-chave:

periodização; voleibol; treino esportivo; carga de treino; performance.

Resumo

O objetivo da revisão foi de explicar como estruturar subjetivamente a carga da sessão antes do treinamento e como determinar a carga de treino do trabalho com bola com a periodização específica para o voleibol. Baseado na literatura da periodização específica para o voleibol o conteúdo da carga de treino foi melhor explicado nesse trabalho. A carga de treino da periodização específica para o voleibol da sessão com bola é estabelecida subjetivamente pelo treinador baseado em três conteúdos interconectados (sequência definida dos fundamentos do voleibol, esforços dos fundamentos do voleibol e nível de lesão dos fundamentos do voleibol) antes dos atletas efetuarem o treinamento de cada exercício do treino técnico e do treino em situação de jogo e estando conforme o objetivo da sessão. O treino de jogo somente utiliza na sessão a sequência definida dos fundamentos do voleibol. O criador dessa periodização elaborou o gráfico da classificação do treino com bola com o intuito de facilitar o treinador do voleibol em estruturar a carga de treino subjetivamente antes do treino técnico e do treino em situação de jogo. Após os jogadores de voleibol praticarem o treino com bola, o treinador apresenta asescala para os atletas para determinar a carga de treino por cálculos matemáticos. Em conclusão, essa é a única periodização criada para as equipes do voleibol, mas merece estudos científicos para detectar se a estruturação da carga de treino através dos três conteúdos interconectados proporciona um melhor desempenho dos jogadores de voleibol durante a partida.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Aagaard, H., Scavenius, M., e Jorgensen, U. (1997). An epidemiological analysis of the injury pattern in indoor and in beach volleyball. International Journal of Sports Medicine, 18(3), 217-221.

American Volleyball Coaches Association (1997). Coaching volleyball. Chicago: Master Press.

Barbanti, V. (1986). Treinamento físico: bases científicas. São Paulo: Balieiro.

Bhairo, N., Nijsten, M., van Daben, K., e Duis, H. (1992). Hand injuries in volleyball. International Journal of Sports Medicine, 13(4), 351-354.

Bompa, T. (2002). Periodização: teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte.

Forteza, A. (2001). Treinamento desportivo: carga, estrutura e planejamento. São Paulo: Phorte.

Forteza, A. (2004). Treinar para ganhar: a versão cubana do treinamento desportivo. São Paulo: Phorte.

Garganta, J. (1993). Programação e periodização do treino em futebol: das generalidades à especificidade. In. J. Bento, e A. Marques (Eds.). A ciência do desporto a cultura e o homem (p. 259-270). Porto: Universidade do Porto.

Garganta, J. (1998). O ensino dos jogos desportivos coletivos: perspectivas e tendências. Movimento, 4(8), 19-26.

Gaya, A., Torres, L., e Balbinotti, C. (2002). Iniciação esportiva e a educação física escolar. In. F. Silva (org.). Treinamento desportivo: aplicações e implicações (p. 15-25). João Pessoa: UFPB.

Gerberich, S., Luhmann, S., Finke, C., Priest, J., e Beard, B. (1987). Analysis of severe injuries associated with volleyball activities. Physical Sportsmedicine, 18(8), 75-79.

Ghirotto, F., Padovani, C., e Gonçalves, A. (1994). Lesões desportivas: estudo junto aos atletas do XII campeonato mundial masculino de voleibol. Arquivos Brasileiro de Medicina, 68(5), 307-312.

Gomes, A. (1999). Treinamento desportivo: princípios, meios e métodos. Londrina: Treinamento Desportivo.

Gomes, A. (2009). Treinamento desportivo: estruturação e periodização. 2ª de. Porto Alegre: Artmed.

Dantas, E., Luján, J., Bispo, M., Godoy, E., Santos, C., Bello, M., e Cuadras, G. (2022). Criteria for identifying sports training periodization models. Retos, (45), 174-183.

Elloumi, M., Makni, E., Moalla, W., Bouaziz, T., Tabka, Z., Lac, G., e Chamari, K. (2012). Monitoring training load and fatigue in rugby sevens players. Asian Journal of Sports Medicine, 3(3), 175-184.

Hespanha, R. (2004). Ergometria. Rio de Janeiro: Rubio.

Horta, T., Filho, M., Miranda, R., Coimbra, D., e Werneck, F. (2017). Influência dos saltos verticais na percepção da carga interna de treinamento no voleibol. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 23(5), 403-406.

Issurin, V. (2014). Periodization training from ancient precursors to structured block models. Kinesiology, 46(3), 3-9.

Janssen, P. (2001). Lactate threshold training. Champaign: Human Kinetcs.

Junior, C., Fortes, L., Santos, T., Batista, G., e Paes, P. (2019). Effect of different training strategies with the use of weight vests on the internal load in volleyball athletes. Revista Brasileira de Cineantropometria Desempenho Humano, 21(-), 1-11.

Kiely, J. (2012). Periodization paradigms in the 21st century: evidenced-led or tradition-driven? International Sports Physical Performance, 7(3), 242-250.

Kiely, J. (2018). Periodization theory: confronting an inconvenient truth. Sports Medicine, 48(4), 753-764.

Laconi, P., Mellis, F., Crisafulli, A., Sollai, R., Lai, C., e Concu, A. (1998). Field test for mechanical efficiency evaluation in matching volleyball players. International Journal of Sports Medicine, 19(1), 52-55.

Lima, R., Palao, J., Castro, H., e Clemente, F. (2019). Measuring the training external jump load of elite male volleyball players: an exploratory study in Portuguese League. Retos, 36(-), 454-458.

MacLaren, D. (1990). Court games: volleyball and basketball. In. T. Reilly, N. Secher, P. Snell, e C. Williams (eds.). Physiology of sports (p. 376-409). London: Taylor & Francis.

Marques Junior, N. (2002). Uma preparação desportiva para o voleibol. Revista Mineira de Educação Física, 10(2), 49-73.

Marques Junior, N. (2004). Solicitação metabólica no futebol profissional masculino e o treinamento cardiorrespiratório. Revista Corpoconsciência, 13(-), 25-58.

Marques Junior, N. (2004b). Principais lesões no atleta de voleibol. Lecturas: Educación Física y Deporte, 10(68), 1-7.

Marques Junior, N. (2012). Importância da neurociência para o treino técnico e tático. Revista Corpoconsciência, 16(1), 25-44.

Marques Junior, N. (2011). Modelos de periodização para os esportes. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, 5(26), 143-162.

Marques Junior, N. (2014). Periodização específica para o voleibol: atualizando o conteúdo. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, 8(47), 453-484.

Marques Junior, N. (2017). Periodização específica para o voleibol: atualizando o conteúdo da carga de treino. Revista Observatorio del Deporte, 3(4), 32-60.

Marques Junior, N. (2017b). Periodização específica para o voleibol: uso do macrociclo elaborado no Excel®. Revista Electrónica Actividad Física y Ciencias, 9(2), 56-77.

Marques Junior, N. (2017c). Carga de treino do esporte de alto rendimento: revisitando o conteúdo. Revista Europa del Este Unida, -(3), 42-74.

Marques Junior, N. (2017d). Confiabilidade da escala de faces da percepção subjetiva do esforço adaptada de Foster: um estudo no voleibol master. Revista 100-Cs, 3(1), 29-42.

Marques Junior, N. (2018). Specific periodization for the volleyball: a training organization. MOJ Sports Medicine, 2(3), 108-111.

Marques Junior, N. (2019). Periodização específica para o voleibol: uma teoria que merece pesquisa. Olimpia, 16(57), 150-160.

Marques Junior, N. (2019b). Specific periodization for the volleyball: a training organization with ball and of the physical training. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, 13(81), 58-69.

Marques Junior, N. (2019c). Investigações sobre a execução do bloqueio do voleibol. Revista Peruana de Ciencias de la Actividad Física y del Deporte, 6(2), 766-774.

Marques Junior, N. (2019d). Problem of the classification of the muscle soreness level with the volleyball scale. MOJ Sports Medicine, 3(2), 42-50.

Marques Junior, N. (2019e). Biomecânica dos fundamentos do voleibol: saque e ataque. Revista Universitaria de la Educación Física y el Deporte, 12(12), 28-40.

Marques Junior, N. (2020). Periodização do treinamento esportivo: o desenho esquemático. Revista Edu-fisica.com: Ciencias Aplicadas al Deporte, 12(26), 172-191.

Marques Junior, N. (2020b). Specificity principle applied in the volleyball. MOJ Sports Medicine, 4(1), 13-15.

Marques Junior, N. (2020c). Specific periodization for the volleyball: organize the ball training according to the skill injury level. Research and Investigation in Sports Medicine, 7(2), 608-610.

Marques Junior, N. (2020d). Specific periodization for the volleyball: the importance of the residual training effects. MOJ Sports Medicine, 4(1), 4-11.

Marques Junior, N. (2021). Training load innovation: organization of the load based on the injury risk and skill effort. Marathon, 13(2), 80-87.

Marques Junior, N. (2021b). História da elaboração da periodização específica para o voleibol: uma revisão. Revista Peruana de Ciencias de la Actividad Física y del Deporte, 8(1), 1090-1108.

Marques Junior, N. (2022). O esporte na antiga União Soviética – parte 2. Revista Edu-fisica.com: Ciencias Aplicadas al Deporte, 14(29), 80-101.

Marques Junior, N. (2022b). Escola socialista do treinamento esportivo: a preparação do atleta. Revista Electrónica Actividad Física y Ciencias, 14(29), 55-75.

Marques Junior, N., e Barbosa, O. (2016). Lesão no tendão calcâneo de um atleta de voleibol: relato de experiência. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, 10(57), 29-66.

Marques Junior, N., e Arruda, D. (2017). Fundamentos praticados por uma equipe feminina de voleibol sub 15 durante o campeonato paranaense de 2015. Educação Física e Ciência, 19(1), 1-17.

Matveev, L. (1991). Fundamentos do treino desportivo. 2ª ed. Lisboa: Horizonte.

Matveev, L. (1995). Preparação desportiva. São Paulo: FMU.

Matveev, L. (1996). Comentários modernos sobre a forma desportiva. Revista Treinamento Desportivo, 1(1), 84-91.

Millán, C., Espá, A., Campo, J., García, F., e Valdivielso, F. (2001). Un estudio sobre la respuesta cardiaca durante la competición de voleibol en el líbero y en los centrales. Apunts, 37(-), 17-23.

Miloski, B., Freitas, V., Nakamura, F., Nogueira, F., e Filho, M. (2016). Seasonal training load distribution of professional futsal players: effects on physical fitness, muscle damage and hormonal status. Journal of Strength Conditioning Research, 30(6), 1525-1533.

Montero, A. (2020). Sports training in ancient Greece and its supposed modernity. Journal of Human Sports and Exercise, 15(1), 163-176.

Oliveira, P. (2008). Periodização contemporânea do treinamento desportivo. São Paulo: Phorte.

Oliveira, W., Jesus, K., Andrade, A., Nakamura, F., Assunção, C., e Medeiros, A. (2018). Monitoring training load in beach volleyball players: a case study with an Olympic team. Motriz, 24(1), 1-9.

Ouellet, J-G. (1985). O voleibol. In. M. Nadeau, F. Péronnet (Orgs.). Fisiologia aplicada na atividade física (p. 245-260). São Paulo: Manole.

Padilla, J. (2017). Planificación del entrenamiento deportivo: un enfoque metodológico de la estructura clásica. Barinas: Episteme.

Padilla, J., Marques Junior, N., e Lozada, J. (2018). Análisis del tiempo del rally y de la pausa en el voleibol máster. Revista Arrancada, 18(33), 38-49.

Palao, J., e Valades, D. (2014). Normative profiles for serve speed for the training of the serve and reception in volleyball. Sport Journal, 53(-), 1-9.

Papageorgiou, A., e Spitzley, W. (2003). Handbook for competitive volleyball. Oxford: Meyer & Meyer.

Ravé, G., Mohino, F., Carranza, V., e Pyne, D. (2022). Reverse periodization for improving sports performance: a systematic review. Sports Medicine, 8(56), 1-14.

Tadiello, F., e De Rose, D. (2006). Epidemologia nas lesões nas modalidades esportivas. In. D. De Rose (Org.). Modalidades esportivas coletivas (p. 87-89). Rio de Janeiro: Guanabara.

Tavares, F. (2002). Análise da estrutura e dinâmica do jogo nos jogos desportivos. In. V. Barbanti, A. Amadio, J. Bento, A. Marques (org.). Esporte e atividade física (p. 129-143). Barueri: Manole.

Tubino, M., e Moreira, S. (2003). Metodologia científica do treinamento desportivo. 13ª ed. Rio de Janeiro: Shape.

Verkhoshanski, Y. (1996). Problemas atuais da metodologia do treino desportivo. Revista Treinamento Desportivo, 1(1), 33-45.

Verkhoshanski, Y. (1999). The skills of programming the training process. NSA, 14(4), 45-54.

Watkins, J., e Green, B. (1992). Volleyball injuries: a survey of injuries of Scottish National League male players. British Journal of Sports Medicine, 26(2), 135-137.

Zakharov, A. (1992). Ciência do treinamento desportivo. Rio de Janeiro: GPS.

Publicado

2022-07-01

Como Citar

Kautzner Marques, N. . (2022). Periodização específica para o voleibol: estruturação subjetiva da carga do treino com bola. Revista científica Especializada Em Ciências Da Cultura Física E Do Desporto, 19(53), 105–123. Obtido de https://deporvida.uho.edu.cu/index.php/deporvida/article/view/853

Edição

Secção

Artículos originales